
"Nesse sábado, dia 16 de junho,
às 14h, Uberlândia fará parte do movimento que acontecerá em todo o Brasil, a Marcha do Parto em Casa.
Trata-se de um
marco na história do nosso país e não poderíamos deixar de participar. No
futuro, nos lembraremos desse momento símbolo de mudança do papel social da
mulher.
Defendendo a autonomia sobre seus corpos e
posicionando-se como protagonistas do parto reafirmam o novo modelo de
sociedade em que homens e mulheres dividem influência, responsabilidade e
poder.
Instintivamente, a mulher que tem a
oportunidade de conhecer o parto ativo, o parto com amor e, por que não, o
parto com prazer, reconhece imediatamente que seus direitos vêm sendo-lhe
usurpados.
O principal papel da Marcha e de todo o
movimento pela humanização do nascimento é o de mostrar que existe uma opção melhor, mais bonita e que
faz muito mais sentido.
Mostrar mulheres que parem seus filhos
em casa traz de volta a imagem do nascimento como um processo natural e faz com
que outras mulheres voltem a acreditar em sua capacidade. Ainda mais, as fazem
questionar o porquê de tanto medo. Se algumas podem transformar o nascimento em
um momento festivo e familiar, por que a maioria ainda o teme?
Mas no Brasil, a mulher que escolhe ter
seu filho em casa é duramente criticada, apesar de estudos internacionais que
demonstram sua segurança em gestações de baixo risco. Elas não são as únicas.
As mulheres que escolheram dar à luz dentro dos hospitais, mas sem intervenções
médicas desnecessárias, na posição que lhes pareceu mais confortável, junto a
seus familiares, também já foi criticada duramente. O mesmo movimento que hoje
organiza a marcha conseguiu, após praticamente 10 anos de ativismo, que o parto
humanizado hospitalar se tornasse aceito e hoje fosse defendido publicamente
pelo Ministro da Saúde.
Não vamos nos omitir no momento em que
a luta por novas conquistas se inicia. Vamos dar as mãos pelo direito de
fazermos as melhores escolhas."
(No vídeo abaixo apenas um, dos inúmeros exemplos, de como a vida pode ser simplesmente... lindíssima, natural.
Adélia)