sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Musicoterapia

A música e o seu corpo: Como a música nos afeta e por que a musicoterapia promove a saúde



As pesquisas mostram que a música tem um grande efeito tanto no corpo quanto na psique.Segundo Elizabeth Scott a música é usada para curar, cicatrizar feridas da alma e curar males do corpo. Além de modificar os batimentos cardíacos, melhorar os estados de humor, ajudar a ter um sono tranquilo, socializar, melhora muito o desenvolvimento cognitivo tanto de crianças quanto de adultos de qualquer faixa etária. Atualmente o SUS (Sistema Único de Saúde) aqui no Brasil, já autorizou e foi aprovado por lei a terapia pela música, o que é um grande avanço no tratamento multidisciplinar em nosso país.

(Dra. Fátima Azevedo: “Sou médica geneticista docente da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal do Ceará (UFC).Sou também artista plástica e gosto de escrever crônicas e poesias. Gosto muito de gente e de estar com pessoas. Ensinar para mim é uma grande paixão.”- 5 de setembro de 2011)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Arte como terapia x Arteterapia

    
     Existe uma diferença, que pode ser sutil: são duas faces da mesma moeda.
     A prática ou exercício de qualquer forma de Arte, por si só, pode ter um efeito extremamente terapêutico, na medida em que associa prazer, ludicidade, espontaneidade, ao cotidiano de situações que, via de regra, são desgastantes ou castradoras.
     Como expressão de anseios ou visões inconscientes, como resgate de sentimentos e emoções muito intrínsecas, tanto do indivíduo como da coletividade, a produção de obras artísticas, seja por meio da dança, música, pintura, escultura ou qualquer outra via, pode refletir um desejo inexpresso de realinhar o ambiente exterior com o mundo interno. É um veículo de transformação cultural de sociedades, que emerge espontaneamente quando algum aspecto da essência humana assim o exige.
     Considerando especificamente a área de Saúde, a Medicina alopática que predomina oficialmente em nosso país, bem como a Medicina Antroposófica (outra corrente oficial de prática médica já instituída), já possuem um número significativo de médicos que promovem a implantação de atividades artísticas nas instituições do Sistema de Saúde público e privado. São estimulados os profissionais envolvidos no cuidado de pacientes e disponibilizadas para as pessoas de qualquer idade, que estão sendo submetidas a tratamento.
     Quando se trata do termo Arteterapia, embora os efeitos a nível de tratamento e cura possam ser similares, a diferença está na maneira de concretizar as obras desejadas.
     Se o processo de elaboração da Arte tem como foco a perfeição estética e como instrumento principal, refinadas habilidades técnicas, na Arteterapia o foco é o processo em si mesmo, sendo a  estética do produto final e as habilidades técnicas da pessoa, de pouquíssima relevância no contexto do tratamento.
     A Arteterapia, no sentido mais abrangente da palavra, é a utilização de recursos técnicos das inúmeras modalidades de produção artesanal e/ou artística, com objetivos específicos de mobilizar as forças psíquicas e orgânicas de indivíduos e pequenos grupos, facilitando o reconhecimento e o uso de recursos pessoais para a solução de problemas que transitam em níveis emocional, mental e físico.
     A utilização da Arteterapia é imensamente benéfica em qualquer enfermidade, devendo ser exercida criteriosamente por profissional habilitado.
     O uso da Arte como terapia, embora seja também praticado por médicos ou diversos outros profissionais da área de saúde, é, na prática, aplicado em muito maior escala, sobre qualquer pessoa que se sinta saudável ou não, por profissionais sem nenhuma formação intelectual formal, relativa à promoção da saúde, conhecimento de patologias ou técnicas de tratamento.
     No Brasil, a maioria das instituições ou escolas de Arte executa muito mais funções terapêuticas do que função profissionalizante para seus usuários, em parte devido à cultura equivocada e obsoleta de baixo status e valor mensurável da Arte como profissão, e do artista como profissional.
     Não existem contra-indicações absolutas para o uso da Arteterapia ou de Arte como terapia, sendo conveniente lembrar que Saúde se manifesta quando forças opostas se alternam, se complementam, se unem e se separam, em ciclos intermináveis de equilíbrio dinâmico, propulsionados por forças evolutivas naturais e inatas. “A diferença entre remédio e veneno é apenas a dose".
  

domingo, 17 de julho de 2011

Arteterapia – Um Caminho Criativo para o Equilíbrio

      Desde o início da civilização que os homens expressam seus desejos, temores e aspirações através da arte.

      Estudando as diversas culturas ao longo dos milênios, Jung pôde fazer relações entre o inconsciente individual e o inconsciente coletivo, acrescentando uma contribuição valiosa para o estudo do ser e de suas manifestações artísticas.

     A psiquiatra alagoana Nise da Silveira teve um papel relevante na valorização da arte como terapia, na aplicação da psicologia junguiana e no desenvolvimento da função criadora nas pessoas.

     Nos Estados Unidos, Joan Kellog, uma psiquiatra colecionadora de mandalas de várias culturas, em 1969 passou a usá-las no Maryland Psychiatric Research Center, em Maryland, obtendo de seus pacientes não apenas a canalização da energia criativa, como também a percepção do melhor tratamento a ser feito. Com essa prática, ela participou de forma decisiva, na década de setenta, das pesquisas do psiquiatra Stanislav Grof, um dos criadores da Psicologia Transpessoal. Kellog aplicava o desenho das mandalas como um teste para selecionar os pacientes que estavam em condições de serem submetidos à terapia psicodélica de pico realizada por S. Grof.

      Nessas pesquisas, Grof desafiou o paradigma cartesiano-newtoniano, abrindo espaço para novos questionamentos, iniciando um novo marco no tratamento dos problemas humanos.

      A Psicologia Analítica de Jung abriu clareiras para o encontro com essa realidade transpessoal. A Psicologia Transpessoal busca integrar no ser humano as funções pensamento, sentimento, intuição e sensação, trabalhando os diversos estados de consciência: vigília, sono e sonho, dentro das várias vivências na área da Ciência, Religião, Filosofia, Arte e Tradições Espirituais, direcionadas para a totalidade fundamental do Ser, indo além do pessoal, do visível, do aparente.

       Buscando a inteireza do ser, o seu lado belo, criativo e sadio, assim como o contato com o sagrado, no atendimento arteterapêutico é possível alcançar um efeito mais rápido e eficiente, sendo um dos caminhos que ajuda a levar à cura, semelhante às várias estradas que levam a uma cidade. Este pode ser um dos atalhos que apressam à chegada com segurança.

       A Arteterapia, uma modalidade da Terapia Complementar, vem se mostrando como uma possibilidade de melhora do nível de vida, merecendo um olhar cuidadoso dos seus efeitos em pessoas que buscam se conhecer melhor, encontram-se com dificuldades de aprendizagem, atenção, concentração e, em especial, nos casos de depressão e epilepsia.

*Celeste Carneiro é Arteterapeuta Junguiana e Transpessoal. Autora do livro recém-lançado pela Wak Editora: Arte, Neurociência e Transcendência.








terça-feira, 28 de junho de 2011

A visão e o Movimento


A VISÃO E O MOVIMENTO ( Dança Movimento Terapia) 


Uma experiência de ampliação da percepção individual à partir da integração corpo/mente, promovendo possibilidades de um novo contato consigo e com o mundo ao redor.

Objetivos:

- Experiências de movimentos e fluidez corporal.

- Encontrar aspectos relacionados à presença e à ausência do sentido da visão e sua conexão com a corporeidade.

- Exercitar o ser criativo, genuíno e pessoal, que existe em cada ser humano, permitindo novas conexões mentais e emocionais de cura, de auto encontro, quebrando antigos paradigmas de crenças pessoais.
 

Dia 08/07/2011 20h
 
Palestra: Medicina, Psicologia e Arte
Adélia Maria Bufoni Costa - Médica patologista, especialista em Abordagem Holística e Dança Terapêutica


Dias 9 e 10/07/2011 de 9h às 12h e 14h às 17h

Workshop: Visão e Movimento
Déborah Maia de Lima - Mestre em Psicologia Clínica e Cultura, pesquisadora em contact improvisation, BMC®, danza movimiento terapia e danzaterapia (BuenosAires). 


Local: Espaço Corpore - Rua Javari, 153 (Uberlândia, MG)

Valores:

Somente Palestra: R$20,00

Até  01/07/2011

Workshop + Palestra: R$165,00
Somente Workshop  : R$160,00

Após 01/07/2011

Workshop + Palestra : R$ 175,00
Somente Workshop: 170,00


Informações: (34) 3236 9914/ 9977 9689

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ecovilas/comunidades internacionais pluriculturais

        Certa vez ouvi de um amigo, (jovem executivo que hoje destaca-se no cenário empresarial brasileiro), que duas coisas promovem extraordinário desenvolvimento do potencial humano: o estudo de música e idiomas. Na época eu já havia iniciado o estudo de quatro línguas, duas do grupo anglo-saxão (inglês e alemão) e duas do grupo latino (espanhol e francês). Por curioso interesse nas culturas diversas, fui descobrindo, com certo deslumbramento, os encantos e mistérios de outros povos, raízes diferentes e comuns a todos nós. Foi esse o primeiro passo de um caminho extremamente prazeroso e rico de experiências, descortinando horizontes e despertando meu interesse também por outras formas de linguagem, especialmente as não-verbais.
        As vivências de viagens de turismo ou como curtos períodos de imersão para estudo em cidades multiculturais do Canadá auxiliaram-me a reconhecer o poder que advém da aceitação da diversidade. Já dizia o imortal Saint-Exupéry: “Si tu es différent, loin de me léser, tu m’enrichis” (se você é diferente, ao invés de me prejudicar, você me enriquece).
       Hoje incorporo às minhas atividades o ensino de idiomas, através de um método próprio, fundamentado no mergulho na arte e na cultura de grupos lingüístico-geográficos, como distribuídos atualmente pelo globo. 
Afirmo atualmente, sem sombra de dúvida, os benefícios do poliglotismo ou mais abrangentemente da pluriculturalidade, que se estendem a indivíduos e grupos, na medida em que propiciam a dissolução da rigidez linear, unifocal, que nos legou a contundente Era Industrial que agoniza.
       Inúmeras ecovilas/comunidades internacionais como Auroville Findhorn, Damanhur e outras tantas dispersas por todo o planeta, já exercitam essa forma de convívio social, contando com habitantes oriundos de muitos países, com o objetivo de experienciar a almejada pacificação humana, num contexto concreto, cotidiano, que às vezes simplifica a burocrática diplomacia internacional.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Arte na Medicina

  A matéria seguinte foi publicada na edição 729 da revista CARAS, em 2007. Uma demonstração de conhecimento profundo e integrado de alguns segmentos da classe médica; uma expressão de bom senso e coragem na área da Saúde. Vale celebrar e divulgar:

"A arte algumas vezes cura, em outras alivia, mas sempre consola

Pintura, música, teatro e outras formas de arte são armas poderosas para a medicina. Ajudam o corpo a produzir substâncias que relaxam, acalmam e alegram, melhorando a capacidade do organismo de se defender das doenças e de combatê-las, quando já instaladas. Por isso,tente incluir alguma manifestação artística no seu cotidiano. É um "remédio", você vai ver.

Segunda-feira, 10 horas. Da entrada dos hospitais e clínicas especializadas às alas internas, grafites enfeitam as paredes. Os cordéis do médico gastroenterologista Wilson Freire (48) ensinam saúde e também cidadania: "Não deixe que a terra coma/ O que ainda de vida têm/ Por isso doe os seus órgãos/Pra que eles vivam em alguém". Nas maternidades, gestantes ouvem as suas músicas preferidas antes e durante o parto. É a celebração da vida. Ao som de Vivaldi (1678-1741) e Mozart (1756-1791), bebês são acolhidos no berçário. Embalados pelas composições suaves, dormem melhor e a amamentação é facilitada; os prematuros precisam de menos remédios. É o som da vida. No "castelo" - a escolinha de arte do complexo hospitalar -, crianças com doenças graves, como câncer e problemas cardíacos, fazem toda sorte de reinações artísticas: música, teatro, dança, capoeira, maracatu, pintura, fotografia. Nos leitos, outras escutam contos de fada e criam as próprias histórias. Ao mesmo tempo, médicos músicos e seus convidados percorrem enfermarias, serviços e corredores, tocando e maravilhando. É uma terra encantada de esperança que se alastra pelas salas de aula. Nelas, futuros profissionais da saúde aprendem que a arte pode - e deve! - ser usada como terapêutica e na humanização da medicina.

Conto de fadas? Ficção? Futurologia? Nada disso. É o programa que criamos há 12 anos na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (UPE): "A arte na medicina às vezes cura, de vez em quando alivia, mas sempre consola". São dez projetos, que já beneficiaram cerca de 30 mil pacientes de hospitais universitários e da rede SUS e demonstraram que a arte é arma poderosa no tratamento e na prevenção de doenças.

Se você duvida, experimente. Inclua no seu cotidiano algum tipo de manifestação artística. Pode ser literatura, poesia, música, canto, dança, escultura, pintura, fotografia ou o que gostar mais. Depois, envie-me um e-mail contando o resultado. Ah, você prefere apenas admirar? Tudo bem. A saúde também lucrará.

Está comprovado cientificamente que a arte promove saúde de várias maneiras:

* Estimula a produção de anticorpos que fortalecem nossas defesas contra ataques de vírus, bactérias e fungos nocivos ao organismo. Ajuda, assim, a combater infecções instaladas e a evitar novas.

* Leva o cérebro a estimular a fabricação de substâncias que acalmam, alegram e relaxam.

* Funciona como ponte entre as emoções e nosso corpo, pois o cérebro "caminha" no organismo. Sob sofrimento, pode ir à pele, causando doenças dermatológicas, ou ao estômago, provocando úlceras e gastrites, ou, ainda, ao coração, levando a "batedeiras". Por meio da arte é possível revelar essas conexões.

* Ajuda na recuperação motora de pacientes que tiveram, por exemplo, derrame. Dedilhar um teclado funciona tanto quanto movimentar cem vezes o dedo. E, para quem precisa de fisioterapia de vias respiratórias, tocar flauta ou pífano resulta tão eficiente quanto insuflar luvas. A diferença é que o tratamento com instrumentos fica mais prazeroso. E pessoas felizes recuperam-se mais rapidamente.
Portanto, mesmo que a sua saúde esteja ótima, dedique-se a uma atividade artística com a qual se identifique. Pratique ou aprecie. Se tem filhos, estimule-os. Deixe a arte entrar nas suas veias. É a minha receita da vida. Prescrevo aos meus pacientes, recomendo a todas as pessoas. Dê-se esse presente.
Paulo Barreto Campello de Mello (52), médico com pós-graduação em Clínica Médica e Pneumologia, é professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (UPE) e vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina e Arte. Co-autor do livro A Receita da Vida -A Arte na Medicina (Edupe), integra a Orquestra de Médicos do Recife."


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Novidades sobre projetos de ecovilas

     Palestras e apresentações sobre Permacultura, Economia Solidária e outros itens correlatos foram alguns dos temas abordados no encontro de Uberaba, bem como a apresentação de um projeto de Ecovila que visa contemplar 30 famílias carentes.
     Na minha visão pessoal e profissional, são benéficas todas as iniciativas que considero Salutogenéticas. A Saúde, no seu conceito mais amplo e profundo, inclui o ambiente em que se vive, a sintonia do ritmo cotidiano da vida humana, com o ritmo natural dos ecossistemas, como flui naturalmente em todos os reinos mineral, vegetal e animal. O legado da Era Industrial hiperacelerada, hiperprodutiva e linear, já está sendo substituído por esparsas, mas muito determinadas, iniciativas de pequenos grupos que buscam a integração das polaridades inerentes ao humano, tanto no âmbito individual quanto coletivo.
     Novas reuniões acontecerão em breve, para direcionamento de alguns passos. Fazemos parte de uma grande teia de ação.

                                                      Namastê